O primeiro grupo de profissionais a participar de palestras atende nos postos de Itambi, Bairro Amaral, Ampliação I e Apolo III.Essa é a segunda capacitação referente à hanseníase em 2010. O destaque dessa vez fica por conta da ênfase na parte ética, que tem uma dinâmica especial para tratar do assunto, com palestra de Meniê Carvalhau. O projeto, com apoio do Núcleo de Educação e Saúde e da Vigilância Epidemiológica, inclui também os aspectos clínicos da doença e autocuidados (palestra de Gabriela Juncá) e o perfil epidemiológico da hanseníase (Cristiane Pinto).
“Muitas pessoas deixam de tratar a hanseníase por preconceito e falta de informação. É preciso que todos saibam que ela tem cura e os remédios são fornecidos gratuitamente. Mas precisamos detectá-la no início, para que as chances de incapacidade física possam ser controladas”, explica Josimar Alves, coordenadora de controle da hanseníase.
A doença atinge a pele. Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, que não coçam, não doem e não têm sensibilidade são os sintomas mais comuns da hanseníase. A transmissão ocorre por meio das vias respiratórias: tosse e espirro. A principal fonte de transmissão é a pessoa doente que ainda não recebeu tratamento medicamentoso. A hanseníase não se passa por abraços, aperto de mão e carinho. Em casa ou no trabalho, não é necessário separar as roupas, os pratos, os talheres e copos.
O tratamento é feito, gratuitamente, em unidades públicas de saúde e pode durar até um ano, seguido corretamente. Em Itaboraí, a referência é o Hospital Estadual Tavares de Macedo (Rodovia Amaral Peixoto, Km 34, Venda das Pedras).
Mais informações sobre a doença podem ser obtidas pelo Disque Saúde (0800-61-1997), Central de Atendimento da Ouvidoria Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atenção aos sintomas da doença
· Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, dor e ao tato.
· Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos.
· Engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda da sensibilidade e/ou diminuição da força do quinto dedo.
· Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos membros.
· Áreas com diminuição dos pêlos e do suor.
· Cortar-se ou queimar-se sem sentir dor.